Introdução às Artes Visuais em Minas Gerais / C/Arte – Livraria Quixote

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Scaenarium / StudioClio

Scaenarium - afrodite O StudioClio amplia o seu imaginário de memória cultural, com o projeto Scaenarium, realizado em parceria com o escritório de desenho Canhotorium. A intervenção artística, realizada por Marco Escada da Rosa e Ricardo Fonseca Vaz Ferreira, propõe ao visitante um percurso de descobertas a partir da identificação de elementos mitológicos inseridos no conjunto arquitetônico.

Scaenarium, em latim “cenário”, vem do grego skaena e este de skia, sombra. Com projeções de sombras aplicadas em superfícies nas áreas de circulação do StudioClio, adesivagens desenhadas a partir de acervos e ícones greco-romanos rememorarão deuses e personagens do paganismo clássico relativos às artes, ao conhecimento e aos comportamentos afrodisíaco-dionisíacos:  Hermes, Afrodite, Fauno, Musas, as Graças, Eros, Ícaro e Clio. Além dos ícones, há uma reflexão sobre espaço, memória, sombra, esquecimento e a delicada permanência da memória cultural do paganismo antigo.

Na vernissagem, que acontece dia 15 de junho, sábado, às 11h, os autores Marco Escada da Rosa, Ricardo Fonseca Vaz Ferreira e o prof. Dr. Francisco Marshall comentarão estas imagens, suas memórias e atualidade. O StudioClio fica na Rua José do Patrocínio, 698 – Cidade Baixa. Mais informações pela página www.studioclio.com.br ou pelo telefone (51) 32547200.

A Canhotórium é um estúdio formado por artistas plásticos que acreditaram no sonho de criar uma empresa voltada à arte e a criatividade. Integram o estúdio Ricardo Fonseca Vaz Ferreira e Marco Escada da Rosa. Site: www.canhotorium.com.br

Ricardo Fonseca Vaz Ferreira – Graduação em Arquitetura e Urbanismo – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Graduação em Artes Visuais – Instituto de Artes – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Marco Escada da Rosa – Graduação em Artes Visuais – curso em andamento. Instituto de Artes – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Técnico em Publicidade e Propaganda – Escola Estadual de 2º Grau Irmão Pedro.

Francisco Marshall – Fundador do StudioClio e seu curador cultural, pro bono. Licenciado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1988) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1996), Francisco Marshall realizou pós-doutorado na Princeton University (NJ, EUA, 1997-8), como bolsista Capes-Fulbright, convidado de Peter Brown, e na Ruprecht-Karls-Universität Heidelberg (Alemanha, 2008-9), como bolsista da Fundação Alexander von Humboldt. É professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atuando no Depto. e PPG História (IFCH) e no PPG Artes Visuais (IA). É Membro Correspondente da Academia Nacional de Ciências de Buenos Aires (Argentina), e Cidadão Emérito de Porto Alegre. Francisco Marshall tem experiência nas áreas de História Antiga, Arqueologia Clássica, Museologia, Iconologia, estudos do imaginário, História da Ciência, História, Teoria e Crítica da Arte e História da Cultura.

 

Scaenarium

Com Francisco Marshall e Estúdio Canhotorium

Dia 15 de junho, sábado, às 11h

StudioClio – Instituto de Arte e Humanismo

Rua José do Patrocínio, 698 – Cidade Baixa – (51) 3254 7200

www.studioclio.com.br

 Scaenarium

 

O artista como Autor / O Artista como Editor / MAC – USP

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Convergência 2013 / SESC Tocantins

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http://www.sescto.com.br/inc/uploads/EDITAL_CONVERGNCIA_2013.pdf

Namorando a Pintura / Galeria Gravura

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Vita Organismus Kosmos – e Eu / Galeria Lourdina Jean Rabieh

4- composicao com folhas sinteticas, 1.80x1.60m 2A Galeria Lourdina Jean Rabieh sedia entre 11 de junho, às 19h, e 13 de julho de 2013, a exposição “Vita Organismus Kosmos – e Eu”, da artista mineira Elizabeth Dorazio, que atualmente vive em Frankfurt (Alemanha) há 15 anos. A ideia subjacente nas obras e composições que a artista apresenta em sua primeira individual na galeria, gira em torno dos complexos temáticos vida, organismo e cosmo.
A utilização de materiais sintéticos em combinação com a fluídez da técnica de composição  ressalta a ideia fundamental de que, tanto na vida, como no cosmo e na natureza, os diferentes elementos e materiais possam repetidamente serem combinados ou dispostos de modo a formarem um todo novo e até superior ou se reencontrarem numa dimensão ou num nível superior do ser.
“Vita Organismus Kosmos – e Eu” reúne séries baseadas em pesquisas que relacionam a temática da geognósis, utilizando, sobretudo, materiais transparentes que conduzem o olhar para o que normalmente é invisível. São trabalhos de formas arredondadas e matizes celestes suavente translucidas, criados a partir de dimensões cromáticas, recortes, sobreposições e desenhos de fino traço. Alguns deles, inclusive, parecem estar vivos, pois se movimentam através de mecanismos invisíveis, da mesma maneira como funciona o universo, a natureza e o corpo humano.
A busca permanente de novos materiais e texturas, e a procura de uma linguagem inovadora de arte, que esta complexa temática da  geognosis e os materiais encontrados permitem, mantém o cyclus vitalis e se autosustentam como pensado na serie que faz parte da mostra e chamada  “Aequilibrium cosmicum”. Elizabeth Dorazio já realizou exposições no Brasil e no exterior, entre elas individuais no Centro Maria Antonia, na Capela do Morumbi e na Platform Sarai, em Frankfurt (Alemanha).
Galeria Lourdina Jean Rabieh. Há mais de 25 anos no mercado de arte, Lourdina Jean Rabieh dedica-se desde 2010 exclusivamente à arte contemporanea, com o propósito de promover e difundir a obra de artistas nacionais e estrangeiros, emergentes e consagrados. Sua aposta está na combinação de qualidade com propostas arrojadas, que ilustram a diversidade da prática artística contemporânea. Entre os artistas representados estão Frantz, Andrea Rocco, Rosangela Dorazio, Roberta Goldfarb, Elizabeth Dorazio, Cris Bierrembach, Valdir Cruz, Katja Loher, Monique Allain, Pablo Valbuena, Pedro de Kastro e Dacio Bicudo.

Elizabeth Dorazio – “VITA ORGANISMUS KOSMOS – e EU”
Abertura: 11 de junho de 2013, das 19h às 22h.
Período expositivo: de 12 de junho a 13 de julho de 2013.
Galeria Lourdina Jean Rabieh
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 147. Tel. (11) 3062-7173.
Seg. a sex., 10h/19h; Sáb., 10h/14h.

http://www.lourdinajeanrabieh.com.br

Itelvino Jahn – Esculturas / Galeria Tina Zappoli

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Caminhando em Nuvens / Espaço de Artes da UFCSPA

 

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Inaugura na próxima quarta-feira, dia 12 de junho, às 19h a exposição “Caminhando em Nuvens” do artista plástico Eduardo Vieira da Cunha. A mostra exibe desenhos que remetem à infância da arte, com imagens que exibem o lúdico e a remontagem de objetos na lógica das crianças. Com 30 anos de carreira, Vieira da Cunha é professor do Instituto de Artes da UFRGS – com doutorado em Sorbonne -, tendo realizado dezenas de exposições ao redor do mundo. A exposição funcionará de 6 de junho a 20 de julho no Espaço de Artes da UFCSPA (rua Sarmento Leite, 245 – térreo), de segunda a sexta, das 9h às 21h, e, aos sábados, das 9h às 11h. A entrada é franca.

Trajetórias Artes Visuais / Galeria Chico da Silva – Usina de Arte João Donato

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Algumas Pinturas / Galeria Gestual

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Impermanência / Espaço opHicina

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A condição humana expressada na essência dos sentimentos, no desapego e no sentimento inconsciente e consciente de abandono: este é o ponto de partida de IMPERMANÊNCIA, trabalho da artista visual e performer brasileira Sylvia Diez. Com fotografia, vídeo, instalação e performance, a exposição individual entra em cartaz a partir de 10 de junho (segunda-feira) na Galeria espaço opHicina.

Com curadoria de Lucrécia Couso, a série IMPERMANÊNCIA reflete a vida da artista após o acidente de sua mãe. Em 1989, teve seu primeiro contato com a efemeridade da vida, aquilo que escapa. Desta memória afetiva, transpõe para a arte o movimento de refazer uma situação, como forma de desfazer ciclos de morte e de abandono. “Ao longo da criação de Impermanência, fui aceitando que levava uma culpa que eu mesma havia plantado em mim. As minhas barreiras foram se desfazendo e me deram uma nova oportunidade de me relacionar com a minha família, a entender que o amor é uma troca. Aceitei que nascemos e morremos todos os dias”, verbaliza Sylvia Diez.

Durante a trajetória de apresentação de IMPERMANÊNCIA, o espectador terá contato com diversas etapas do processo criativo e da vida de Sylvia Diez. “Mi Renacimiento” é uma instalação, idealizada durante a estadia da artista em Barcelona. Com fotografias no formato 35 mm que representa o ato da gestação, o público, ao caminhar sob as fotos protegidas por grades no chão de 6 metros, ouve trechos do poema de autoria de Diez, sobre se entregar a morte.

A obra “O Lençol de 1989” é uma fotografia em PB em que a artista registra a mãe no local do acidente. Em outro momento, “Perdão”, corresponde a uma série de 04 imagens (PB) em que, sentada em um banco no jardim de sua residência, Sylvia traja em seu corpo um vestido usado pela mãe durante a infância da artista.

Processo Criativo -Utilizando a técnica de autorretrato como escrita de si própria e libertação na expressão, o trabalho de Sylvia Diez inscreve-se no instante único da ideia. Cada imagem, vídeo ou poema se impregna da intensidade do momento para se realizar. Não há um longo período de gestação da obra. Ela existe enquanto reflexo do estado de espírito e das emoções. Para a artista, a criação corresponde às suas vivências, histórias e seus questionamentos. Neste sentido, não se trata, como é de costume no autorretrato, de uma representação de si (tal processo só ocorre após a leitura da obra feita pelo espectador), mas, antes, de inscrever na fugacidade do tempo, em seu jogo de impermanência, as dores, as alegrias, as complexidades e os sentidos (ou a falta) da vida humana.

“O que a autora propõe, ao realizar este trabalho, é um mergulho vertiginoso na criação pela mão do outro, com controle superficial da artista, mas com controle total na apresentação da obra. A fotografia autoral, feita pelo “outro”, se desloca da parede e desce sob nossos pés, nos obrigando a incomodar com ela, a passar por ela, sobre ela, generosamente à força”, reflete a curadora, Lucrécia Couso, sobre o uso da fotografia autoral no processo de Sylvia Diez em seu projeto “Mi Renacimiento”.

Para verbalizar imageticamente estes estados poéticos, Diez utiliza, na maioria dos projetos, fotografia em médio formato com utilização de filmes P&B 120mm e, raramente, os modos de produção digital. O caráter de cena produzida, enquanto espetáculo, é dispensado em detrimento da captação do estado emocional e das sensações da artista.

Constantes em sua estética, a nudez e a questão da mulher aparecem como um desejo em evocar o duplo do corpo, a sua fragilidade e sua força. O feminino e suas sombras contextualizam o signo da gestação, da criação, do nascimento e da morte. O corpo torna-se, então, uma entrega inexorável e um ato de coragem da artista para evocar a condição humana no instante da obra e da impermanência.

Exposição Impermanência, da artista Sylvia Diez 

Espaço opHicina, à Rua Teodoro Sampaio, 1109 – São Paulo (próximo à Praça Benedito Calixto)

Vernissagem dia 8 de junho (sábado), das 16h às 20h. Somente para convidados. de 10 de junho (segunda-feira) a 10 de agosto (sábado) de 2013. Segunda a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 10h às 14h.

Entrada gratuita.

Tel. (11) 3813.8466 / (11) 3813.9712 ou www.espaco-ophicina.com.br

 

Por Que Web Arte? / Mamute Estudio e Galeria – Santander Cultural

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OBRANOME III – Antologia da Poesia Visual/Lingua Portuguesa / Ano Brasil-Portugal

Anna Bella Geiger expõe obras nas comemorações do Ano Brasil-Portugal

Burocracia 1976 - lapis de cor e nanquim sobre papel apergaminhado - 60x50cm

Burocracia 1976 – lapis de cor e nanquim sobre papel apergaminhado – 60x50cm

No próximo dia 8 de junho, dentro das comemorações do Ano Brasil-Portugal 2013, será inaugurada, em Alcobaça, Portugal, a mostra “OBRANOME III – Antologia da Poesia Visual/Lingua Portuguesa”, com curadoria do crítico Wagner Barja, e com obras de Anna Bella Geiger, dentre outros artistas. Dentre as criações que a artista plástica irá expor, destacam-se Burocracia (desenho, 1976), O Espaço Social da Arte  e O Novo Atlas I, entre outras. A mostra abre para visitação no dia 9 de junho no Mosteiro de Alcobaça.

Em todos os momentos relevantes da arte contemporânea de nosso país é marcante a presença de Anna Bella Geiger. Na superação dos postulados informais dos anos 1950, na construção figurativa da pop art no Brasil dos anos 1960, nos movimentos experimentais da década de 70, na recuperação das técnicas tradicionais que caracterizam a arte dos anos 1980, ou no pluralismo estético da sociedade pós-industrial da última década do milênio – Anna Bella mostrou-se sempre uma artista autêntica e de vanguarda.

A artista realiza sua obra com gravura, pintura, desenho, fotomontagem e vídeo. Na década de 1950, foi morar em Nova York, estudando História da Arte no Metropolitan Museum e Sociologia da Arte, na Universidade de Nova York, com a hisotoriadora alemã Hannah Levy Deinhard.

Tem participado de inúmeras mostras internacionais em museus e nas bienais de São Paulo, Veneza e de fotografia da Bélgica. Em 1982, recebeu o prêmio da Fundação Guggenheim (NY) e, em 2000, a Bolsa VITAE de pesquisa em Artes Plásticas. Obteve vários prêmios internacionais, como da Casa de las Américas (Havana), da Bienal de Desenho de Buenos Aires, da Bienal de Cuenca e, mais recentemente, o Prêmio da Crítica (ABCA) por sua trajetória artística.

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A Margem – Coletivo Garapa / Centro Cultural São Paulo

Coletivo Garapa. Escala cromática do leito do Rio Tietê. (instalação fotográfica, 300x150 cm)

Coletivo Garapa. Escala cromática do leito do Rio Tietê. (instalação fotográfica, 300×150 cm)

O Coletivo Garapa inaugura no dia 06 de junho no Centro Cultural São Paulo – CCSP, a mostra “A Margem”, reunindo fotografias, instalações e vídeos realizados a partir de expedições feitas entre 2012 e 2013 por seis segmentos do Rio Tietê, baseados nas regiões dos municípios de Salesópolis, São Paulo, Itu, Barra Bonita, Penápolis e Itapura. Apresentada pelo crítico de fotografia e curador Eder Chiodetto, a mostra revela um novo olhar documental sobre a geografia e a história do importante rio que cruza o Estado de São Paulo.
Inspirados pelo legado dos artistas-viajantes de eras passadas – Teotônio José Juzarte, Hercules Florence, John Mawe e Auguste de Saint-Hilaire, entre outros – os integrantes do Coletivo Garapa partiram em direção ao rio. Após um primeiro estudo dos relatos, especialmente da “Viagem fluvial do Tietê ao Amazonas de 1825 a 1829”, de Hércules Florence, e do “Diário da Navegação”, de Teotônio José Juzarte, dividiram o rio em seis segmentos, e iniciaram uma série de viagens a fim de explorar cada um dos trechos escolhidos.
“Travestidos de pseudo-cientistas, artistas-viajantes, lançamos mão de uma série de experimentos e interpretações sensoriais em busca de conexões simbólicas: uma escala cromática tenta organizar as diferentes tonalidades da água ao longo do curso do rio, gráficos e mapas localizam, sem obrigação de precisão, cachoeiras existentes e extintas, erros de percurso, momentos de espanto, entre outros”, escrevem os artistas.
Para Chiodetto, os trabalhos expostos dialogam com a nova forma de pensar o documentarismo a por meio da fotografia. “É preciso representar seu objeto de estudo dentro da complexidade que lhe é nata e não domesticá-lo por um ponto de vista limitador e ideologicamente conformado”, escreve o crítico.
Camadas de história e lendas
Em Itu, um assassinato relatado por Hércules Florence em sua estada há quase duzentos anos mostra-se latente em um crime recente reportado pelo jornal local, segundo os membros do coletivo. Barbosa, um condomínio às margens do Salto do Avanhandava, hoje submerso, abriga réplicas em fibra de vidro dos animais encontrados pelos antigos exploradores.
Cada viagem trouxe diferentes leituras e reflexões, mas o acúmulo de impressões e experiências acabou por direcionar o olhar a um ponto de convergência: a visão do rio como uma imensa biblioteca cujas dimensões – históricas, míticas, simbólicas – tendem ao infinito.
Dizem os relatos que, nas profundezas de uma certa curva do Tietê, abaixo do salto de Avanhandava, vive o terrível monstro de Pirataraca, uma serpente gigante disposta a emborcar as canoas dos navegantes incrédulos. “Sair em busca desse monstro é um intento fadado ao fracasso, mas ainda assim uma busca. A margem, como o monstro, será sempre uma busca, estará sempre onde menos se espera”, ponderam os integrantes do Garapa.
Ao largo do curso do rio caminha o curso da rodovia. Sob a água das diversas represas construídas no seu leito repousam cidades, usinas, saltos antes intransponíveis. Entre todas essas camadas, acima e abaixo da superfície, a jusante e a montante, misturam-se hábitos, linguagem, imagens. “O que é o rio, então, senão a soma de todos os percursos já traçados sobre ele, e de todos os que ainda serão traçados? O que é o tempo senão a soma de todos os tempos?”, indagam-se os artistas-viajantes.
Rio Tietê
O Rio Tietê nasce a uma altitude de 1.027 metros da Serra do Mar, no município paulista de Salesópolis, a 22 Km do oceano Atlântico e a 96 Km da Capital. Ao contrário da maioria dos rios, que segue em direção ao mar, ele segue seus 1.136 km rumo ao interior, atravessando a região metropolitana de São Paulo em direção ao rio Paraná, no município de Itapura, banhando 62 municípios. Além de sua importância histórica como via de acesso ao interior, o Tietê – era chamado de Anhembi até o século XVII ­– possui considerável significado econômico, ligado principalmente aos períodos das Bandeiras, Monções, da cafeicultura e da industrialização. Sua bacia compreende seis sub-bacias hidrográficas: Alto Tietê, onde está inserida a Região Metropolitana de São Paulo; Piracicaba; Sorocaba/Médio Tietê; Tietê/Jacaré; Tietê/Batalha e Baixo Tietê. O lançamento de esgotos industriais inicia-se a 45 Km da nascente, na cidade de Mogi das Cruzes. Na zona metropolitana, o rio encontra o maior complexo urbano-industrial do país e conhece um de seus trechos mais poluídos, a foz do Rio Tamanduateí.
Coletivo Garapa (São Paulo, SP)
O Coletivo Garapa é um espaço de criação que tem como objetivo pensar e produzir narrativas visuais, integrando múltiplos formatos e imagens, pensando a imagem e a linguagem documental como campos híbridos de atuação. O Garapa  é formado por três fotógrafos egressos de redações de jornais e revistas (Leo Caobelli, Paulo Fehlauer e Rodrigo Marcondes). Ao se juntarem e criarem um núcleo de produção de trabalhos em plataforma multimídia, incorporaram também uma atitude interdisciplinar ao pensar a elaboração de suas reportagens, documentários e trabalhos autorais,  inclusive cruzando todas essas classificações e embaralhando as noções entre trabalho comercial, autoral, conceitual, jornalístico e artístico. Desde 2009, seus projetos “Morar”, “O Muro”, “Mulheres Centrais” e “Deslocamentos” vêm sendo expostos em museus, instituições e galerias brasileiros e também em espaços culturais na Argentina, Equador, México, Guatemala, Venezuela, Chile, Estados Unidos e Espanha. (www.garapa.org)

 

Evento: “A Margem”, exposição do Coletivo Garapa
Abertura: sábado, dia 6 de junho, às 19 horas
Período expositivo: de 7 de junho a 15 de agosto de 2013
Lançamento do livro “A Margem” no dia 15 de junho, às 15 horas
 
Local: Centro Cultural São Paulo – CCSP – Piso Flávio de Carvalho
Rua Vergueiro, 1000
CEP 01504-000 – Paraíso – São Paulo – SP
Tel.: (11) 3397 4002
Horários: de terça a sexta-feira, das 10 às 20 horas; e
sábados, domingos e feriados, das 10 às 18 horas
Entrada franca

CONVITE GHOTICA Rua Ernesto Alves, 817 – Centro / Santa Cruz do Sul / RS
Telefones: (51) 3056-2824

 

A pintura é que é isto – Gramática Intuitiva / Fundação Ibere Camargo

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Projeto de Ocupação a Pipa / Museu de Sustentabilidade da Praça Victor Civita

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O Museu de Sustentabilidade da Praça Victor Civita é o cenário escolhido para acolher a terceira etapa do “Projeto de Ocupação a Pipa”, que tem início em 12 de junho, com intervenções dos artistas Rodolpho Parigi e Vanderlei Lopes. Com curadoria de Mario Gioia, a intervenção de cada artista terá duração de seis semanas, desde o processo de ocupação até a exposição.

A ocupação de Rodolpho Parigi acontecerá entre 12 de junho e 12 de julho e a exposição, de 17 a 28 de julho. De acordo com a agenda, está prevista a participação do artista em um bate-papo com o curador e o público, no dia 27 de julho.

Já a ocupação de Vanderlei Lopes está programada para o período entre 1º e 30 de agosto e a exposição, entre 31 de agosto e 15 de setembro, com bate-papo marcado para 14 de setembro.

O “Projeto de Ocupação a Pipa” busca intensificar o diálogo com as artes visuais contemporâneas, ampliando a possibilidade de acesso a uma produção antes restrita ao público em geral. Conceitualmente, a proposta é desmistificar a atuação do artista plástico diante do público, promovendo a necessária interação com o espectador para romper a barreira do distanciamento que, muitas vezes, caracteriza os espaços tradicionais de exibição de obras de arte.

A terceira etapa do Projeto tem patrocínio do Grupo CCR (
http://www.ccr.com.br
) e apoio da Praça Victor Civita (
http://pracavictorcivita.org.br
). A idealização é do Atelier a Pipa (www.atelierapipa.com.br) e a produção, da Porto das Artes (www.portodasartes.com).

Cronograma das oficinas:

Semana 1 – Referências históricas do desenho
Compartilhamento de imagens| referências bibliográficas| conversa sobre processo de criação e produção artística. Projeção + livros + textos críticos.
13/06 14h15 às 15h15/15h30 às 16h30/17h às 18h
14/06 14h15 às 15h15/15h30 às 16h30

Semana 2 – Referências do desenho moderno
Compartilhamento de imagens| referências bibliográficas| conversa sobre processo de criação e produção artística. Projeção + livros + textos críticos.
20/06 - 14h15 às 15h15/15h30 às 16h30/17h às 18h
21/06 - 14h15 às 15h15/15h30 às 16h30

Semana 3 – Referências do desenho contemporâneo
Compartilhamento de imagens| referências bibliográficas| conversa sobre processo de criação e produção artística. Projeção + livros + textos críticos.
27/06 - 14h15 às 15h15/15h30 às 16h30/17h às 18h
28/06 - 14h15 às 15h15/15h30 às 16h30

Semana 4 - Oficina de desenho
Prática de desenho de observação. Ação colaborativa para inventariar as espécies de plantas da Praça Victor Civita. Caneta vermelha + papel + pranchetas.
04/07 - 14h15 às 15h15/15h30 às 16h30/17h às 18h
05/07 - 14h15 às 15h15/15h30 às 16h30

Semana 5 - Experiências e aprendizados
Conversa sobre relações entre referências discutidas em encontros anteriores e a produção de cada participante na oficina, critérios e perspectivas para os trabalhos.
11/07 - 14h15 às 15h15/15h30 às 16h30/17h às 18h
12/07 - 14h15 às 15h15/15h30 às 16h30

Sobre Rodolpho Parigi: Rodolpho Parigi nasceu em São Paulo, em 1977. Formado em Artes Plásticas pela FAAP, expôs suas obras em renomadas galerias, entre elas a Vermelho e o SESC Pinheiros, em São Paulo, e Abstract Nerveux, em Milão. Desde 2009, dá aulas na Escola São Paulo sobre “As possibilidades da Pintura na Arte Contemporânea”.

De 12/6 a 12/7 – ocupação

De 17 a 28/7 – exposição

 

Sobre Vanderlei Lopes: Vanderlei Lopes nasceu em Terra Boa, Paraná, em 1973. Artista plástico formado pela UNESP, expôs suas obras no Centro Cultural São Paulo, Galeria Virgilio e Centro Cultural Banco do Brasil. No exterior, participou do Loop VídeoArt Barcelona, em 2009, e na cidade do Porto, em 2007, com a exposição individual “Maus Hábitos”.

De 1º a 30/8 – ocupação

De 31/8 a 15/9 – exposição

• SOBRE A PRAÇA VICTOR CIVITA

Projeto pioneiro na América Latina, inaugurada em 2008, a Praça Victor Civita é resultado da iniciativa do Grupo Abril em parceria com a Prefeitura do Município de São Paulo, o Itaú, a Even Construtora e a Petrobrás. A partir de um espaço com aproximadamente 14 mil metros quadrados e área verde com cerca de 80 árvores, a Praça oferece à população um espaço que propõe uma reflexão acerca da preservação ambiental. Também abriga o Museu da Sustentabilidade, instalado no antigo incinerador de Pinheiros, e desenvolve atividades de educação socioambiental, com cursos, palestras e visitas escolares, além de localização privilegiada e de fácil acesso através de transporte público ou carro. A Praça Victor Civita dispõe de um palco para espetáculos com arquibancada coberta para 290 pessoas, onde ocorrem apresentações musicais, passando pelo rock, samba e música clássica, também espetáculos circenses, aulas de arte, yoga e pilates, além de atividades no centro de convivência para a terceira idade (CIIPE). O projeto foi implementado a partir da iniciativa de reviver uma região degradada pelo acúmulo de detritos ao longo dos anos, uma vez que, entre os anos de 1949 e 1989, o espaço funcionou como centro de processamento de resíduos urbanos.Dentro das normas técnicas de acessibilidade, a área conta com uma exposição permanente sobre as formas, materiais e tecnologias empregadas no tipo de reabilitação ambiental do terreno. Além disso, a Praça Victor Civita conta com soluções arquitetônicas de reuso de água, economia energética e projeto paisagístico educativo. A Praça Victor Civita é aberta diariamente, das 6h30 às 19h, e toda a sua programação é gratuita. Para visita de grupos escolares é necessário agendamento. A Praça divulga suas atividades através do site 
http://pracavictorcivita.org.br
 e também  nas redes sociais twitter (@pracavc) e facebook (fb.com/pracavictorcivita). No site, o público pode se cadastrar para receber a newsletter da programação.

Rodolpho Parigi: De 12/6 a 12/7 – ocupação / De 17 a 28/7 – exposição

Vanderlei Lopes: De 1º a 30/08 – ocupação / De 31/8 a 15/9 – exposição

Horário: quarta a sexta-feira, das 14h15 às 18h

Horário de funcionamento do museu: das 8h às 18h

Local: Praça Victor Civita | Rua Sumidouro, 580 – Pinheiros

Ingresso: gratuito

Outras informações: (11) 3031-3689 ou www.pracavictorcivita.org.br

Inscrições para oficinas: (11) 2506-0096 ou email educativo@atelierapipa.com.br

Roberto Pontual Obra Crítica / Centro de Arte Hélio Oiticica

CAPA Roberto Pontual Obra Crítica

No dia 6/6 será lançado com mesa redonda no Centro de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, o livro Roberto Pontual Obra Crítica, que reúne textos escritos pelo crítico de arte Roberto Pontual entre 1959 e 1989, alguns dos quais inéditos. Reunidos em um único volume, estes textos reabrem o debate em torno das ideias e ações de Pontual, revelando sua contribuição para a arte contemporânea brasileira, sem esconder ambiguidades e contradições inerentes à atividade crítica.  O livro convida a um mergulho no trabalho de importantes artistas e em fatos que marcaram a época e a história recente da arte no país, revisitados a partir de uma abordagem permeada por sua relevância histórica. A organização da obra é assinada pelas críticas de arte e pesquisadoras Izabela Pucu e Jacqueline Medeiros.

 

Lançamento do livro Roberto Pontual Obra Crítica (Prefeitura do Rio e Azougue editorial)

Onde: Centro de Arte Hélio Oiticica  (rua Luís de Camões, 68, centro, Rio de Janeiro)

Quando: 6/6 (quinta-feira), das 15h às 19h

Palestrantes: Anna Bella Geiger, Ivair Reinaldim e Paulo Herkenhoff (mediação de Izabela Pucu

Jacqueline Medeiros)

Entrada Franca (os primeiro 50 inscritos na mesa redonda receberão o livro gratuitamente)

Informações: robertopontualobracritica@gmail.com; (21) 2242-1012 / 2232-4213

Luminescência / Centro Municipal de Cultura – Atelier Livre

CONVITE Livia Martins

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