Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça 2011-2012 / Usina do Gasometro

Poéticas Visuais / Pinacoteca da Feevale

Drone Arte – entre o bit e a marreta / T Cultural Tereza Franco – Camara Municipal de Porto Alegre

Quadro Branco – Narrativas fantásticas / StudioClio

Nos meses de junho e julho, o StudioClio recebe obra da artista Carla Barth pelo projeto Quadro Branco. A fantasia rege a criação visual da artista plástica. Sua poesia provém de um entendimento do mundo marcado pela predominância do fantástico. Gaúcha radicada em São Paulo, a artista já teve seu trabalho exposto na Itália, Espanha, Estados Unidos e França.

Narrativas Fantásticas – Carla Barth (divulgação)

Por um lado um apreço pela narrativa, pela figuração, pela linguagem direta como meio expressivo e, por outro, um interesse pelo disforme, pelo absurdo, pelo enigma. São construções onde referências à antigas civilizações e personagens da nobreza europeia de séculos passados misturam-se a um imaginário orgânico fantástico, povoado por estranhos animais e misteriosas entidades.

Suas obras são influenciadas pela antropologia, arte popular, pinturanaif, cinema underground, art brut e estética punk, em um território de referências em constante expansão. Muito mais que um conjunto ingênuo, o que a artista oferece ao observador é uma vereda repleta de pinturas, desenhos e esculturas unificadas por um elemento primordial: a natureza. A obra exposta no StudioClio foi realizada com técnica mista de colagem, desenho, papel e plástico.

Parceria do StudioClio com o Museu do Trabalho e a Cerveja Coruja, o Quadro Branco convida a cada dois meses um artista do cenário cultural da capital gaúcha para expor no Café do Studio. A vernissagem acontece no dia 28 de maio, segunda-feira, a partir das 19h, com entrada franca. A visitação pode ser feita a partir do dia 29, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. Mais informações pela página www.studioclio.com.br ou pelo telefone (51) 32547200.

Carla Barth

Nascida em Porto Alegre e radicada em São Paulo, Carla Barthcresceu dentro do ateliê dos pais e a arte tornou-se algo natural em sua vida. Formada em comunicação pela PUCRS, fez cursos de desenho, escultura e teoria da arte e começou suas atividades em 2005, juntamente com o Coletivo Upgrade do Macaco. Pinturas, desenhos, murais e esculturas são os suportes que a artista utiliza-se para criar.

Quadro Branco – Narrativas fantásticas

Com Carla Barth

Dia 28 de maio, segunda-feira, às 19h. Visitação a partir de 29 de maio, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h

StudioClio – Instituto de Arte e Humanismo

Rua José do Patrocínio, 698 – Cidade Baixa – (51) 3254 7200

www.studioclio.com.br

Da Minha Janela Vejo o Mundo / Jabutipê

Desenhos – Luciano Teston / Art at Florense

Paisagem e extremos / Galeria Candido Portinari

Sunburst + Aquela água toda / Galeria Vermelho / Tijuana

Conexões Contínuas / Espaço Ado Malagoli – Instituto de Artes da UFRGS

Espaços Fotográficos / Atelier Livre

Conversa com Anna Hepp + Cinema / Subterrânea / Instituto Goethe

Traum – Raul Krebs / Galeria Lunara – Usina do Gasometro

RAUL KREBS

TRAUM

Galeria Lunara

Av. Pres. João Goulart, 551 – 5º andar da Usina do Gasômetro

Abertura dia 19 de maio de 2012 às 18h

Visitação de 20 de maio a 10 de junho

De terças a domingos – das 9 às 21 h

Informações

www.galerialunara.blogspot.com

Adormecida: Cem anos para sempre / Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

Galeria em Casa edição Rio de Janeiro

Cenas Urbanas / Gravura Galeria

Des/Estruturas – mediação especial / Fundação Vera Chaves Barcellos

Alien – Manifestações do Disforme / MARGS

A Mácula Humana – Anna Hepp / Subterrânea – Instituto Goethe

Gravetos Armados / Porão do Paço dos Açorianos – Paço Municipal

 

Exposição: Gravetos Armados – Antônio Augusto Bueno (divulgação)

Dia 17 de maio, às 19h, abre no Porão do Paço dos Açorianos a exposição Gravetos Armados de Antônio Augusto Bueno – uma instalação construída de diversas estruturas com gravetos formando desenhos tridimensionais, onde a linha comumente feita sobre o papel agora se apresenta no espaço através do material coletado em suas caminhadas pelas ruas e praças de Porto Alegre.  No espaço expositivo estarão expostos desenhos tridimensionais nas paredes, chão e suspensos no teto, onde uma iluminação idealizada para esta mostra projetará as linhas transformando suas sombras em novos desenhos.

Esta exposição faz parte de um projeto no qual Antônio Augusto vem fazendo diferentes montagens em diferentes locais – tanto fechados quanto ao ar livre – sempre utilizando gravetos coletados nas ruas e praças dos locais onde expõe. A ultima montagem foi no MHSC de Florianópolis e a exposição Gravetos Armados na Galeria Iberê Camargo da Usina do Gasômetro está indicada na categoria Destaque em Escultura – VI Prêmio Açorianos de Artes Plásticas. Estas diferentes montagens estão sendo registradas em fotografia e vídeo e serão disponibilizadas na web juntamente com textos críticos e depoimentos.

Exposição: Gravetos Armados – Antônio Augusto Bueno
Abertura: 17/05/2012, às 19h
Local: Porão do Paço dos Açorianos
Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico – Porto Alegre
Visitação: de 18 de maio a 22 de junho de 2012
de segunda a sexta das 9h às 12h e das 14h às 18h

Rafael Zavagli + Eduardo Climachauska / Galeria Laura Marsiaj

RAFAEL ZAVAGLI – Breves terrenos para uma pintura
“Breves Terrenos para uma Pintura” apresenta uma série de trabalhos resultantes da reflexão sobre as relações entre o espaço, o lugar*, a paisagem e suas constantes transformações funcionais e estéticas, questionando os papéis pré-estabelecidos por seus habitantes para os mesmos.
Em tais relações, pretende-se que os ambientes, no momento em que são abordados, sejam entendidos como “espaços transitórios”, adquirindo ou se destituindo de um caráter de “lugar funcional e familiar” e, nos limites do espaço pictórico, passem a obter instantaneamente outras leituras e significados. Em “It’s a dog house”, por exemplo, o espaço genérico verde (grama) depois de gradeado (casa do cachorro), se torna um “lugar”, um ambiente reorganizado estética e funcionalmente.
Ocupação, transformação e delimitação de espaços dessa ordem incorporam outros significados quando transportados para a tela. As imagens em grandes dimensões, presentes enquanto pintura, se tornam mais do que registros visuais – aqueles que detêm a memória de um tempo específico – para se tornar também um meio de refletir, em suas muitas especificidades e com uma abordagem contemporânea, sobre o gênero “pintura de paisagem”.

*A escritora e curadora Katia Canton cita no texto “O lugar da arte” os conceitos de espaço e lugar segundo o pensamento do sociólogo britânico Anthony Giddens: a palavra espaço é utilizada genericamente enquanto o lugar se refere a uma noção específica e familiar de espaço.

EDUARDO CLIMACHAUSKA : Felicidade de arranha-céu
A exposição é composta de duas peças de caráter escultórico. Uma, intitulada “Ho-ba-la-lá”, é formada por duas pedras de mármore branco unidas entre si e também presas à parede por finos cabos de aço. A outra, “Felicidade de arranha-céu”, é um arranjo com chapas de zinco, cal e vidro fumê. As peças são posicionadas de modo a estabelecer relações entre o espaço interno da galeria e o espaço da rua. Há uma instabilidade estrutural em cada uma delas. Em “Ho-ba-la-lá”, as duas metades do mármore fendido são circundadas por um cabo de aço, que as mantém atadas. Um outro cabo prende o conjunto à parede, atravessando-a, sumindo mesmo ali, não deixando entrever o que é que sustenta tamanho peso. O conjunto inclina-se até o limite tenso entre sustentação e queda. Já em “Felicidade de arranha-céu”, o que “está por um fio” é uma grossa chapa de vidro escuro colocada entre o pó e as chapas de zinco. Essas chapas tamanho padrão, de fábrica, posicionadas numa das quinas, rentes à parede, esticam-se do chão quase ao teto. No solo e colado à chapa, o pó de cal solto se amontoa. Entre os dois, apoiada num único ponto na parte alta, prestes a escorregar pelo zinco, a chapa de vidro fumê equilibra-se fragilmente. Haveria nesse jogo de tensões e oposições algo além da mera justaposição de materiais tomados da arquitetura e da construção. Materiais que costumamos encontrar solidamente postados porque frágeis (e caros ?) estão em risco. E o risco, aqui, exige uma visitação mais atenta. Haveria algo de desconfortável no corpo a corpo com essas peças e materiais, mas também algo de sedutor (e perigoso ?). Os mármores pesados parecem leves e desafiam uma fruição mais próxima. Separados, voltam a juntar-se por um artifício externo: um simples cabo metálico posicionado de forma a unir e manter a peça no seu estado de tensão máxima. Já o vidro, escuro mas também transparente parece pouco à vontade entre o zinco e a cal. Um artifício de outra natureza, prestes a ruir ao mais leve toque. Aparentemente não há nada que o mantenha em segurança nesse estado. Um corpo estranho, um pouco como se retirássemos a sombra do vão das pedras e a posicionássemos ali, entre o metal e o pó. Se aqui (como a canção de Herivelto Martins insinua) construímos nossas “felicidades de arranha-céu”, é fundamental investigar em que bases se dá esse gesto, e que relações o governa.

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